24.10.07

VISTA-SE PARA A QUEDA

Deixe-me descrever o ambiente de uma das minhas viagens pela América do Sul. Eu e um companheiro estávamos viajando no inverno, para Mar del Plata, Argentina. Em 12 de Junho de 2000, às 6:30, saímos de Rosario, Argentina. Estava frio! Rodamos o dia todo e chegamos a Mar del Plata. A temperatura caiu mais ainda aquela noite, enquanto ficávamos hospedados na casa de amigos.

Nem eu nem este meu companheiro de viagem andamos 10 metros em nossas motos sem colocar o capacete. Usamos sempre botas de cano médio ou alto, para proteção dos pés. Até que a temperatura chegue a 37' C, usaremos roupas de couro. Se ficar mais quente, usaremos couro mais leve, ou materiais sintéticos para motociclismo. Naturalmente, usamos luvas. A finalidade de todo este EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO é, como o nome diz, evitar que soframos ferimentos no caso de um acidente. Não é porque é estiloso usar roupas de couro, nem porque a lei obriga ao uso do capacete.

Nesta viagem, não sofremos nenhum acidente, não caímos da moto, e nao tivemos problemas mecânicos, graças a Deus. Mas de jeito nenhum estávamos usando roupas demais! Nos primeiros dias da viagem, inclusive, o frio estava pegando pesado.

Se não estivéssemos usando estas roupas protetoras, não teríamos conseguido rodar mais de 30 Km. Isto é, o equipamento de proteção foi absolutamente essencial para o conforto. O capacete era essencial, pois o rosto não conseguiria suportar aquele frio congelante. As mãos não poderiam segurar o guidão por mais de 5 minutos sem as luvas (e os forros da luva). Nem as pernas aguentariam o vento frio, sem a proteção das botas e calças de couro.

Por baixo do equipamento de proteção, foi necessário usarmos várias camadas de roupa, para ficarmos confortavelmente aquecidos.

Quanto às luvas, usamos um forro (uma pré-luva fina, que ajuda a conservar o calor) junto com a luva tradicional, mas mesmo assim não foi o suficiente durante alguns dias. Usamos então luvas de látex por cima do forro. E por cima do látex, as luvas de couro tradicionais.

Caso tivesse acontecido algum acidente, todas estas camadas de roupa iriam nos proteger bastante, possivelmente evitando diversas fraturas. Já que estávamos parecendo dois reis momos, toda aquela roupa ia amortecer qualquer impacto.

Como já foi dito no título deste capítulo, vista-se para a queda, não para o passeio. Mas se você puder combinar conforto e proteção, porque não fazer?

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